segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Viajando em Pensamentos... Os meus pensamentos...

Andei caminhando por ai... Dentro dos milhares de lares da minha alma...
Andei por ai... Sorri por ai... Chorei por ai... Vivi por ai...
Andei sim... Andei dentro dos meus pensamentos e das minhas confusões... Encontrei motivos, descobri desculpas, escondi verdades... Talvez eu tivesse um certo medo sim, mas quem não tem na realidade!
Enlouqueci enfim... Ou talvez tivesse de enlouquecer mas antes mesmo apenas não detinha de tal coragem... Ou será que por medo da realidade eu encontrara a loucura para poder me abster de coisas que nem eu mesma conseguira compreender?
Trafeguei por mares de desilusões... Talvez as devesse enfrentar de outra forma, mas é de minha natureza ferir-me por outrem...
Mergulhei nas águas do impetuoso e devastei toda consideração. No momento da ira você mal consegue concentrar-se racionalmente do porque da mesma, pois ela lhe toma por completo e você foge de si.
Parei.
Precisava!
Era só questão de tempo até que eu quebrasse minha própria alma. E uma alma quebrada é por deveras pior que um coração... o coração lhe da a oportunidade de recolher os cacos, mas a alma se despedaça de tal forma que torna-se irreconstituível.
Pensei
Precisava analisar toda a minha situação. Tanto a atual como a pela qual eu passara. Era preciso dentro de mim mesma examinar prós e contras e organizar o meu mundo caótico. Não era pensando em mim ou em outro, mas em tudo!
Senti.
Era penoso pensar no que se passara mesmo que já não fizesse mais parte do meu presente e representasse apenas uma página do meu passado desgostoso. Analisei fatos e tomei por fim conclusões.
Decidi.
Não conclui exatamente um ponto final nos pensamentos, mas decidi que deveria auto analisar-me para que futuramente ou brevemente, de acordo com minhas expectativas, pudesse chegar a uma conclusão definitiva de uma ação final. Precisava ter a certeza de que atitude tomar a fim de não cometer erros e injustiças comigo mesma. Sim, comigo mesma. Pensara muito em outras pessoas e por tal motivo sempre acabara por magoar-me, então agora pensaria em mim mesma a fim de encontrar o melhor para mim.
Interroguei.
Perguntei para o meu todo o que eu deveria fazer, e o medo pronunciou-se como o pioneiro de minhas ações.
Revoltei.
Não deveria ser medrosa. O que tivesse de acontecer aconteceria ou por bem ou por mal. Quisera eu que fosse por bem... Mas decidi que, enfim, o que tiver de ser será.
Sentei outra vez naquele cantinho do meu quarto que tão bem me conhece e pensei outra vez...
Pensei...
Pensei...
Pensei...
Pensei...
O que eu queria para mim naquele momento?
Oh sim, eu desejava não ter de voltar a pensar sobre aquelas coisas.
O que eu deveria então fazer para não pensar?
Bem eu deveria escolher entre aceitar ou não o fato ocorrido, já que aceitando eu esqueceria e se fosse o contrário minha mente ficaria tranqüila por fazer o certo, e assim eu também esqueceria.
Sim, bastava aceitar ou não. Porém eu sabia que jamais aceitaria, e não aceitar implicaria em um me esquecer por outro meio... Mas este meio em questão também não me agradava. Não desejava causar dor ou criar uma pequena guerra.
Que faço então?
Ou o que não faço?
Por fim voltei ao motivo dos meus pensamentos: o que fazer?
Tanta volta pra terminar no mesmo lugar...
Ou talvez eu não tenha necessariamente de terminar no mesmo lugar em questão...
Agora não dependerá da minha pessoa a causa da minha futura decisão, analisarei os fatos e TODAS as pessoas, as suas atitudes e os motivos pelos quais as tomaram, e quando eu tiver a certeza do que desde o início [ou fim daquele começo] eu pensava em fazer, então eu colocarei um ponto final nesta situação. Ponto este que há muito já deveria ter sido colocado...
E que fique bem explicado desde já que eu não irei mudar para agradar quem quer que seja, e também não peço que os outros mudem por mim, só peço que percebam as coisas escritas nas entrelinhas de todas as minhas ações, e que depois não me julguem ou sufoquem com aquilo que pensam que eu amo, venero ou admiro. As pessoas são como são, e não podem ser moldadas por outro ao não ser Deus, e mesmo Ele tem certa dificuldade nisso...

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Desabafando sem palavras...

Fugindo totalmente dos textos prontos, das letras de música, das piadinhas, das histórias ou de qualquer outra coisa que tem no blog, hoje eu decidi escrever à mão livre mesmo... To precisando desabafar sem dizer nada... Expressar o que eu sinto sem medo algum de consequências. E que se foda!


Lá vai...


Navegava em águas turbulentas e escuras, não via o fundo e não sentia meus pés. Não tinha chão. Não tinha visão. Pulava nas palavras e não demonstrava qualquer ação. Enlouquecia dentro da minha própria mente. 
Mergulhava dentro de um mundo desconhecido até por mim mesma.


Decidi navegar nas águas do seu coração, viajar no seu semblante sereno, me atirar nos teus braços protetores. Quando decidi abrir a janela da minha lama pude me ver dentro do reflexo dos teus olhos. Por um brecha encontrei o caminho e segui até seu coração. Desejava saber onde estava a caminhar tão perigosamente. Caminhava em ovos? Não. Caminha por sobre uma alma, por sobre um querer, um desejo, uma forma diferente que eu descobria a cada momento de um gostar. E que gostar maravilhoso. 


Procurei rachaduras nas pilastras sólidas por medo de que o céu mais uma vez desabasse sobre meu coração. Minha alma, machucada, temia não ser compreendida e se escondia em mim a cada minuto que do teu lado ficava. Aos poucos meu corpo se fechava, minhas palavras se calavam dentro da minha boca, meus lábios mal podiam te tocar. Havia um medo enorme em mim em realmente gostar. 


Me espírito ambicioso por um amor sincero e puro, totalmente meu, procurou perigosamente dentro de você coisas pra concertar pra não te achar a perfeição. Não o conseguia. Tentou testar pra saber o quanto era o que dizia ser. Mas que intensidade! Grande! Enorme! Gigante! Mal lhe cabia no peito e transbordava em mim também. Contagiava a mim de tal maneira que aos poucos meu coração foi laçado outra vez. 


Duraria isso? Talvez durasse, mas não o foi. E eu o previ sem desejar que assim fosse mas tendo a certeza de que seria. Minhas palavras me iludiam . Sua gentileza, carinho e amabilidade me cegaram. Me esqueci por momentos em seus braços o quanto era doloroso a perda de um alguém assim. 


Senti n'alma um punhal me cortar em pedaços. Vi desmoronar de repente a minha frente a casa de felicidade, amor e carinho que eu havia construído tijolo por tijolo. Vi outra vez meus pés adormecerem até que eu não mais pudesse sentir o chão. Mantive firme como rochas sólidas o meu orgulho. Aguentei até onde meu coração pode suportar. Sequei a última gota de lágrima e ergui meus olhos por sobre meus ombros. 
Recompus outra vez minha alma. 


Esta fora apenas mais uma decepção para a minha coleção. E que grande coleção... Tão pouco vivi até hoje e tantas tristezas já tenho cravadas n'alma...


Eu que achava que tudo ia bem, tão tranquilamente seguindo seus curso como as águas de um rio. Mas as águas de um rio sempre se chocam com o mar e então sempre haverá uma explosão seja como for.  


Você me causava um efeito por demasiado estranho. Lhe queria sempre perto, sentir seu cheiro, ficar aninhada em seus braços, sentir proteção como nunca antes eu havia sentido, porque sempre eu dera a proteção e nunca pudera exigi-la em reciproca. Eu me via em você. Cada milimetro da sua alma correspondia exatamente à minha. Tudo que eu procurava em alguém podia encontrar em você. Quando me olhava me tocava nas feridas ainda não cicatrizadas de outros tempos e outras histórias, e conseguia aos poucos selá-las dentro de mim de uma forma que não mais me assombrassem feito fantasmas. 


Você fora muito e e pouco ao mesmo tempo... Muito mais do que eu precisava e pouco confiante em mim, no que eu sentia. Você não me perguntava e eu tinha medo em dizer e como das outras vezes você, assim como os outros, fugir de mim. E você sumiu... Sumiu por eu não dizer... Por eu apenas temer te perder... 


Sentada naquele cantinho que bem conhece minhas lágrimas eu me desafiei a uma coisa agora... Vou arrancar até o último centímetro de sentimento do meu coração e o congelarei de uma vez por todas. Não hei de sofrer assim outra vez por ninguém, porque eu não hei de gostar de mais ninguém... 


Vou me selar em mim mesma. Vou calar o que significa gostar ou amar. Não sentirei mais nada com tal intensidade. 


Você poderia ter sido o cara, mas preferiu ser apenas mais um deles na minha humilde e tão pequena vida. E pelos próximos dias que seguirão o juízo não mais tomará conta das minhas atitudes. Hei de fazer como sempre deveria ter feito. Não serei mais coerente, se a coerência me atrapalha, não serei mais sóbria se sóbria eu sofro. Viverei o lado negro da minha dor para que ninguém mais possa saber de nada doce sobre mim, ninguém mais poderá ver a minha alma, nunca mais demonstrarei a minha fragilidade. A partir de agora não medirei consequências, farei acontecer tudo o que puder mesmo que não valha a pena.


Minhas mãos estão calejadas de tanto catar os cacos do meu coração que sempre está a se partir por pessoas que não o merecem. 


Meu olhar não será mais sereno, se a serenidade me impedir de enxergar a alma. 


Aqui eu faço um juramento:


Se não for como num sonho, não será como na realidade.


A partir de agora peço: se não me fizer voar alto e me apanhar quando eu for cair, então por favor nem me faça tirar meus pés do chão.


Preciso terminar de pegar os cacos do meu coração e então seguir com minha missão. 


E se Deus colocar em meu caminho outra missão a qual seja mais importante então a farei... Mas somente adiarei o inevitável...


Aqui fica um último sorriso triste...
Um último beijo amargo...
Uma última lágrima obscurecida pela tristeza...


Até o próximo post...