"Eu gosto do claro, quando é claro que você me ama Eu gosto do escuro, no escuro com você na cama Eu gosto do não, se você diz não viver sem mim Eu gosto de tudo, tudo o que traz você aqui Eu gosto do nada, nada que te leve para longe Eu amo a demora, sempre que o nosso beijo é longo Adoro a pressa, quando sinto sua pressa em vir me amar Venero a saudade, quando ela está pra terminar Eu gosto da falta, quando falta mais juízo em nós..."
segunda-feira, 24 de junho de 2024
Sentimento Desativado
quarta-feira, 22 de maio de 2024
Eu me questionei
Qual é o preço que devemos pagar pela felicidade?
É justo considerar que tudo o que passamos nos prepara para tudo o que ainda passaremos?
Tristezas, alegrias, todos os momentos importantes e os que nem sabíamos que eram importantes na época...?
É justo sentir que a música que um dia ouvimos ao lado de alguém na verdade serve muito mais para ser sentida com outra pessoa?
Que os sentimentos compartilhados com alguém não fazem tanto sentido como imaginávamos, e que esses mesmos sentimentos são infinitamente maiores por outra pessoa?
Ou será apenas egoísmo e falta de consideração com o que foi vivido?
Como saber se tudo foi um grande preparo para algo maior, ou se é apenas fruto da nossa mente e tudo o que sentimos não passa de uma desculpa esfarrapada para cobrir nossas falhas e ingratidão?
É nosso o direito de seguir em frente? Ou isso seria egoísmo e devemos estagnar e deixar a avalanche nos cobrir, para só então, depois de todo o estrago, cavarmos o buraco de saída?
Podemos colocar a nossa felicidade acima da do outro, mesmo sabendo que causaremos dor nesse processo? Ou devemos nos sentirmos infelizes eternamente, enquanto o outro se satisfaz com o que restou do nosso amor-próprio?
É justo nos martirizarmos por ansiarmos pela nossa própria felicidade?
É justo com nós mesmos nos fazer todos esses questionamentos?