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sexta-feira, 27 de setembro de 2024

O começo do fim

 É o começo do fim

Dos sonhos, dos filhos, da casa

Enfim

É o começo do fim

Do casório, da mudança, dos bichinhos

Do jardim

 

Tantas vezes eu me perguntei

Se poderia viver algo assim

E nas vezes em que eu errei

“E só sei que foi assim”

E você me disse antes de dizer

E eu já sabia que ia acontecer

 

A gente sempre diz que queria diferente

E quando a gente pode a gente não faz

E fica essa coisa que ninguém entende

Mais dias de luta que dias de paz

 

E agora o peso que eu sinto no peito

Esse aperto, o nó na garganta

É muito pior do que sentir medo

É tipo aquela lá que ninguém canta

 

É o começo do fim

Dos sonhos, dos filhos, da casa

Enfim

É o começo do fim

Do casório, da mudança, dos bichinhos

Do jardim

 

Essa angústia que invade no âmago

O choro que não quer parar

O embrulho que dá no estômago

A dor, a tristeza, o pesar

 

Não é tipo tempo que dá pra pensar

Ou tipo tempo pra se preparar

É tempo pra fazer sofrer

Tempo pra gente esquecer

Não ligo pro tempo, se tiver que esperar

Mas ligo pro tempo, se não posso te ver

É que a saudade só faz machucar

E a sua ausência é pior que morrer

 

Eu preciso aprender a deixar ir

Os sonhos que eu não posso ter

Achar que eu posso ser feliz

Às vezes é difícil entender

Aceitar que nunca vai ser diferente

Que a felicidade não me quer

Ou talvez eu não seja competente

Que sou só menina, não mulher

 

E depois no fim eu vou me culpar

Porque eu sempre vou esperar

Só que eu já conheço essa canção

E eu sei que ela acaba antes do refrão


Sabe amor, eu ainda vou estar aqui

Mesmo sabendo que você não vai

Porque eu não aprendi a desistir

Faz de mim a sua bonsai...

 

 

 

quarta-feira, 22 de maio de 2024

Eu me questionei

Qual é o preço que devemos pagar pela felicidade?

É justo considerar que tudo o que passamos nos prepara para tudo o que ainda passaremos?

Tristezas, alegrias, todos os momentos importantes e os que nem sabíamos que eram importantes na época...?

É justo sentir que a música que um dia ouvimos ao lado de alguém na verdade serve muito mais para ser sentida com outra pessoa?

Que os sentimentos compartilhados com alguém não fazem tanto sentido como imaginávamos, e que esses mesmos sentimentos são infinitamente maiores por outra pessoa?

Ou será apenas egoísmo e falta de consideração com o que foi vivido?

Como saber se tudo foi um grande preparo para algo maior, ou se é apenas fruto da nossa mente e tudo o que sentimos não passa de uma desculpa esfarrapada para cobrir nossas falhas e ingratidão?

É nosso o direito de seguir em frente? Ou isso seria egoísmo e devemos estagnar e deixar a avalanche nos cobrir, para só então, depois de todo o estrago, cavarmos o buraco de saída?

Podemos colocar a nossa felicidade acima da do outro, mesmo sabendo que causaremos dor nesse processo? Ou devemos nos sentirmos infelizes eternamente, enquanto o outro se satisfaz com o que restou do nosso amor-próprio?

É justo nos martirizarmos por ansiarmos pela nossa própria felicidade?

É justo com nós mesmos nos fazer todos esses questionamentos?


segunda-feira, 20 de maio de 2024

A saudade é amiga da dor

A saudade é um suvenir. Aquela coisa boba que a gente quer, mesmo sabendo que pra ter vai pagar um preço muito maior do que vale. E o preço é a dor.

E é engraçado como algumas atitudes podem machucar e as pessoas sequer notam isso. 

Às vezes estamos tão cegos com a nossa própria dor que não somos capazes de ver a do outro.

Pois é, dor... No fim das contas, tudo é dor. Mas só porque é dor não significa que você tem passe livre pra descontar a sua nos outros. 

E sim, fazemos isso sem nos dar conta. É só um emaranhado de sentimentos confusos que a gente não sabe onde começa ou termina. 

A gente sente a dor e acha que é o fim do mundo. E a gente sente que a nossa sempre dói mais. 

Ilusão isso, de achar que somos especiais. Que sofremos mais, que perdemos mais. No fim é tudo igual pra todo mundo, é só caos e destruição, e o que importa é a reconstrução, a determinação pra recomeçar, quantas vezes forem necessárias.

E não, eu não disse que é fácil, muito pelo contrário, é bem mais difícil do que parece, mas é tipo remédio amargo, difícil de engolir, deixa um gosto ruim na boca, mas resolve o problema. 

O que fode mesmo é o começar, o tal do pontapé inicial. Aquela coragem desenfreada, o primeiro passo. Porque o resto só vem, é consequência, é colheita obrigatória no fim da estação.

Ainda falando sobre a dor, talvez pareça crueldade da gente querer reviver, repassar por tudo o que feriu, mas é só saudade na verdade, vontade de voltar lá, ser outra vez. 

E nem sempre é pra mudar algo que já foi, às vezes é só pra sentir outra vez, o abraço, o cheiro, a voz. Pra tentar não esquecer de vez. 

Porque quase nunca é sobre a gente, mas sobre o que vivemos, quem perdemos, o que esquecemos.

O passado é uma lição, disse o chorão, e ele guarda o nosso melhor e o nosso pior. Quando a gente volta, a gente volta pelo melhor, o pior é só o preço a se pagar. E é isso que faz a gente chorar.

By: JRC 

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Tristeza

Depois de um tempo você percebe

que as pessoas verdadeiramente tristes

não espalham pro mundo sua infelicidade

elas apenas guardam pra si,

apenas absorvem tudo em silêncio

sua dor é apenas sua, e de ninguém mais.

Então você nota que essas pessoas

são as que realmente precisam de atenção

mas que elas nunca irão pedir por isso

pelo contrário, quanto mais ocultas elas se mantiverem, melhor - é o que pensam

não que elas não queiram a atenção

elas só não sabem como pedir por ela

sem parecer algo ridículo

afinal de contas, quem pede atenção?

É estranho, e dói muito

mas o silêncio conforta um pouco

porque com ele você pode fingir

que está tudo bem.

Tem dias que doem mais, tem dias que doem menos.

Tem dias que você sorri e é sincero

e tem dias que é só uma máscara.

E ninguém nunca vai ser capaz de te entender

porque para os outros

se você os ama então não tem porque ficar triste

porém eles não entendem

que você amar ou não simplesmente não interfere no seu estado emocional

e nessas horas quem tem ajuda? Ele mesmo, o silêncio

e você veste aquela máscara de novo

e então tudo vai parecer ficar bem...

domingo, 14 de agosto de 2016

Escrevendo

     Sabe quando surge a inspiração? Aquela que te faz pensar nas melhores frases, os melhores conflitos, os melhores meios e os mais incríveis e variáveis fins?

     Fui invadida por essa inspiração!

     Não que seja do tipo de escritor que vive com frescuras sobre onde encontrar inspiração, mas quem me conhece sabe que tenho maus momentos.

     Prefiro separar em dois pontos - o ponto onde eu consigo me perder nos textos, e o ponto onde eu me entedio com o que escrevi.

     E eu me entedio com frequência rsrs.

     Quem me conhece também sabe que separo meu tempo livre em fases -  a fase dos seriados, a fase dos livros, a fase dos animes e a fase da autora.

     Quando eu começo algo me entrego com tanta paixão que eu simplesmente não consigo fazer nada além daquilo. Lembro quando ainda morava com a minha mãe, havia vezes em que eu passava o tempo todo no quarto, fechava a janela, a porta e me isolava. Não era um tempo ruim, sempre fui assim desde que me lembro, o que quero dizer é que eu me isolava pra me entregar ao que eu estava fazendo. Lembro que quando me empolguei com meu primeiro livro passei três ou quatro dias sem sair do quarto, eu só dormia poucas horas, fazia uma ou outra refeição porque nem me lembrava de sentir fome, tomava banhos rápidos e voltava correndo para os cadernos e o computador, a inspiração chegava com tanta fúria que eu precisava reler os parágrafos inúmeras vezes para preencher as palavras que minhas mãos pulavam por não acompanhar o raciocínio.

     E eu também era assim quando lia livros ou assistia séries e animes. Sou demasiada ansiosa e por isso quando gosto de um livro compro logo a coleção, leio enquanto como, enquanto caminho até o trabalho, antes de dormir, assim que acordo, fico tão desesperada pelo fim da história que mal me concentro no resto do mundo ao meu redor.

     Como eu já disse, sempre me entrego completamente e com grande paixão ao que faço (pelo menos quando é algo de que realmente gosto).

     Já assisti animes inteiros em um dia, sem dormir. Já assisti temporadas inteiras de seriados em um dia também. Já passei semanas de férias no meu quarto, escrevendo e reescrevendo minhas histórias, que nunca param e só aumentam!

     Eu nunca tive a pretensão de me tornar uma escritora e menos ainda famosa, quando na escola eu oscilava entre direito, arquitetura, filosofia, biologia marinha e até medicina, mas jamais pensei em ser escritora. A paixão é um hobby e me divirto tanto que ás vezes, só ás vezes chego a considerar a hipótese de seguir fielmente esse caminho.

     Fico muito feliz quando um amigo ou outro se dá ao trabalho de ler um texto ou uma poesia minha, faz parecer que o meu empenho tem resultados, apesar de eu não escrever especificamente para ninguém , mas sim para mim mesma.

     Me contento em ter um leitor ou outro de vez em nunca, por isso se você lê meus textos neste e nos demais blogs que escrevo só posso lhe dizer uma coisa: muito obrigada!

By: Psique

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Novo Amanhecer

Eu amanheci com aquela certeza de que o mundo seria diferente.

Só um vislumbre pela janela, e então o céu se abriu em uma explosão de cores, me fazer rir e perceber que havia mais, muito mais.

As lágrimas que agora caiam não eram de dor ou tristeza, eram a expressão do novo, do desconhecido, do renascimento.

Senti que ali se encerrava uma das muitas fases que já vivi. Durara anos, fora tão longa a ponto de me fazer pensar em desistir. Mas nem de longe era a mais longa que já passei. 

Aprendi que a minha força vinha do mais improvável, do mais inimaginável. Percebi que era mais forte do que supunha, e que era menos tola do que supunham.

Cresci. Com toda a dor sofrida. Aprendi. Com todo o medo e a angústia. Superei o pior dos meus fantasmas - eu mesma.

O sorriso que os outros verão em meu rosto ainda será tímido, reservado, íntimo de mais para expor a todo momento, mas será puro, sem esconder dor ou tristeza por trás dele.

O caminho correto nem sempre é o mais saboroso e fácil de seguir, mas é o único que lhe traz somente recompensas positivas, e aos montes.

Não trago arrependimentos, trago motivação para seguir e conquistar tudo ao me propus ao fim desse ciclo infernal! 

Paz e graça aos que ficam.

By: Psique

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Minha inconstância

Esse é o meu coração.

Inconstante, incessante.

Eu rio e choro em questão de segundos!

Talvez eu seja um pouco bipolar,

Mas me viro bem sozinha.

A vida é sempre meio complicada, mas deve ser vivida!

Eu sou meio distraída e desastrada,

E quem me conhece sabe muito bem, 

Que eu sou uma criança e uma velha, 

E que não pertenço a lugar algum!

Eu sou tímida e gentil, 

Mas quem não me conhece ainda não viu, 

Todo esse meu lado que eu guardo por dentro

E não revelo nem com pagamento!

Só quem me conhece sabe como eu sou, 

E que nessa vida faço tudo com amor!

Ah como eu gostaria de viver no meu mundo de sonhos e fantasias, 

Pois lá eu sou mais feliz e completa!


By: Psique  

terça-feira, 21 de julho de 2015

Desabafando em 3, 2, 1...

Sabe quando você se sente sozinho? Quando não importa quem esteja do seu lado, mesmo assim você se sente sozinho? Mesmo com uma multidão, milhares de milhares de pessoas te dando atenção, e ainda assim você está sozinho?

Acho meio triste e meio idiota esse sentimento, é até meio egoísta... É muita pretensão você achar que todas as pessoas querem te dar atenção, na verdade você sabe que tem que lutar por essa atenção. Mas quando você consegue essa atenção você se sente mais solitário que antes.

O que eu sinto agora é algo complexo para que outras pessoas entendam. Eu não quero a atenção delas, e quero ficar no anonimato, no canto escuro, no esquecimento. Quero me apagar e fingir que nunca cheguei de fato a existir.

Não uma suicida porque sou covarde demais para isso, mas certamente eu morreria facilmente e estupidamente, desde que não tivesse que ser eu a puxar o gatilho.

Eu sou covarde, muito covarde. Eu prefiro fugir das pessoas a encará-las. Eu prefiro fugir dos problemas, e quando eles me alcançam eu os encaro a uma distância segura, de um lugar onde posso resolvê-los sem que eles me toquem.

Eu sou medrosa, muito medrosa. Eu uso desculpas fajutas para justificar as minhas falhas porque tenho medo do julgamento das pessoas, mesmo quando digo exatamente o contrário. É... É exatamente isso, sou contraditória.

Eu sei a resposta certa para as perguntas, eu dou os conselhos certos e o melhor conforto, mas no fundo nada disso serve pra mim. Eu não faço nada do que eu digo, eu invento mentiras estúpidas para pessoas que eu não conheço e me sinto bem fazendo isso, é como se eu encorporasse um personagem, como numa peça de teatro, e acho que essa é a única coisa na qual eu sou realmente boa: atuar.

A solidão que eu sinto é diferente da que a maioria sente. eu não estou sozinha porque me deixaram sozinha, foi porque eu me deixei ficar sozinha. Eu me agarro a qualquer pequena luz, qualquer fagulha que possa me aquecer e me dedico a ela cegamente. Quando essa fagulha apaga, mesmo que a minha frente exista uma fogueira enorme, eu prefiro ficar no frio, na solidão novamente, porque é mais aconchegante ficar onde as memórias recentes estão, porque as antigas machucam muito, e ai eu fico com medo de arriscar.

Será que dá pra entender esse pensamento esquisito? Acho que nem eu mesma de fato compreendo. Eu nem me conheço, quem dera conhecer.

Eu sou do tipo que gosta de ver os outros felizes, enquanto a minha felicidade fica em décimo plano. Não ligo tanto para os meus próprios projetos, acho que é por isso que ainda não terminei nada que já comecei um dia. Nem o teatro, nem o inglês, nem a faculdade... Acho que eu sou um poço de coisas pela metade, e sou boa nisso.

Na verdade não me lembro de ter tido qualquer coisa que fosse inteiramente minha desde consigo me lembrar, além de, é claro, meus próprios sentimentos.

Existem algumas coisas hoje que me pertencem, mas eu não sinto como se o fossem realmente.

Eu não posso contar nada disso pra ninguém que eu conheça, porque todo mundo vai achar que existe uma forma de me consolar quando na verdade não existe. Eu me aceitei assim e não acho que exista uma forma de mudar isso. Ninguém pode entender o que eu sinto e pelo que estou passando, e tudo do que não preciso agora é de pessoas com pena de mim, sentindo-se obrigadas e me confortar e me animar. Odeio isso, só me faz sentir mais fraca que inútil.

Não gosto de pessoas chorando por mim, por isso prefiro fazer todo mundo rir e chorar por qualquer outra coisa. Ultimamente eu tenho desviado do foco dos meus problemas nas conversas com os poucos e mínimos amigos que eu ainda tenho e que não consegui afastar de mim.

Sempre acho que as pessoas ficariam melhor sem mim, afinal de contas a vida tem que seguir não é mesmo? Todos vão continuar com seu trabalho  e estudos, e eu serei só mais uma lembrança. Então, supostamente eu não faria falta, e minha presença não se faz necessária.

Eu me sinto mais à vontade lembrando dos mortos do que convivendo com os vivos. Não sei se é algum complexo meu, mas todos os entes que já se foram para o outro lado me deixaram lembranças muito boas, e elas superam as experiências recentes com qualquer pessoa.

Seria possível consertar a amizade que foi abalada ou danificada? Eu não sei dizer, eu estou tentando e às vezes tenho a impressão de que nunca mais vai ser como era antes. Eu odeio o fato de ter crescido, eu preferia poder ficar no colegial pra sempre, com a minha família torta mais unida, com meus amigos de escola sempre junto, todos os dias, com as tarefas simples e as poucas obrigações.

Eu não vejo mais meus amigos de escola, pelo menos não com frequencia, e só os vejo porque cruzo com eles em alguns lugares - raramente. Muitos nem fazem questão de me cumprimentar, mas na época de escola era bem diferente... Bem, as pessoas definitivamente mudam, e isso significa que eu mudei também, e me pergunto se foi pra melhor ou pra pior, mas tenho de a impressão de que é a segunda opção.

No atual momento eu sou como um lobo sem alcateia, um cão sem matilha, exatamente como uma órfã. Meus pais são separados já tem um tempo, não vejo meu pai tem meses e ele só aparece uma vez ou outra, raramente encontro ele na rua. Minha mãe está morando com a minha irmã, mas não tenho ido visitá-la, não me sinto bem lá. Na verdade não sou bem vinda lá, essa é a verdade. Pra ser mais sincera ainda, toda a minha família tem me ignorado, é como se eu servisse apenas pra enviar dinheiro quando a minha mãe pede. Eu virei um caixa eletrônico, que lindo isso né? Gostaria de ter tanto dinheiro quanto imaginam que tenho.

Então eu volto a dizer que a minha vida tem se tornado sem valor pra mim. Eu com certeza vou fazer alguma loucura ainda, mas certamente quando ninguém estiver esperando. Isso não é nada do tipo "estou confessando um suicídio", sem chance de isso acontecer, já disse que sou covarde demais pra isso, acho que é mais como um desabafo que ninguém que eu conheça vai ler, e ninguém vai me criticar e nem tentar cuidar de mim, nem dizer que vai ficar tudo bem e nem nada do tipo.

Eu acho que me cansei de ser o pilar que sustenta todo mundo. Eu quero finalmente ruir e me despedaçar sem ter que preocupar com o teto que cairá comigo. Eu quero poder cair sozinha, sem me sentir culpada por ninguém, não quero que dependam de mim, não quero que depositem expectativas em mim.

Eu só quero viver o que eu ainda não tive chance. Eu quero conseguir rir sem esconder qualquer preocupação.

Acho que eu sou um pouco invejosa também. Eu nunca fui da turma popular, nunca fui nada bonita e sempre fui a gordinha de quem todo mundo zombava. Sempre quis ser como as outras meninas que eu achava bonitas, mas eu nunca tive uma auto estima que me permitisse tentar chegar lá, sempre pensei que não conseguiria, e por isso nunca consegui.

Acho que meu maior desafio é enfrentar meus próprios fantasmas e forçá-los a me deixar, mas não consigo fazer isso, porque se meus fantasmas me abandonarem de fato então eu realmente estarei sozinha, porque é assim que eu me sinto, tê-los comigo me conforta e me dá aceitação.

Difícil é viver quando não se tem mais um foco, um objetivo, quando não se tem mais vontade. E eu vivo só porque ainda tenho que fazer essas coisas idiotas, mandar dinheiro pra ela, servir de capacho pra falarem mal, ser o ponto a ser odiado e ignorado, porque se eu não existir o que eles farão, não é mesmo? Serão corajosos os suficiente para admitirem que falam mal uns dos outros pelas costas? É mais fácil quando se ter uma pessoa em comum para odiar, e para eles eu certamente sou essa pessoa.

Então me odeiem enquanto eu ainda estou aqui, e me deixem em paz na minha solidão enquanto eu existir.  

domingo, 31 de maio de 2015

Notas de Vento

Ao som das notas que o vento cria,
debaixo daquela árvore eu me sentei...

Fechando os olhos me perdi no tempo,
da sua voz na minha mente eu lembro...

Lembrei da casa onde a gente entrou,
naquela cama onde me deitei...

As suas mãos que me fizeram sentir
como era ser mulher sem medo...

Sua boca que despertou em mim
o mais primitivo e selvagem desejo...

Eu me perdi em você
e não desejava me encontrar de novo...

E não desejo me encontrar de novo...
Só desejo que você me encontre...

Ao som das notas que o vento cria,
na minha mente eu sigo a melodia...

Abro os braços e abraço a sua lembrança,
e me embalo sozinha feito uma criança...


E sonho acordada a todo instante
estar em seus braços como antiga amante...

E peço que os anjos possam te proteger e cuidar
enquanto eu choro e adormeço, 
e padeço de tanto de amar...


Esse é mais um dos poemas que escrevo sonhando que um dia você leia...


By: JRC

sábado, 30 de maio de 2015

Mais Sentimentos

Ah o amor,

Esse sentimento poderoso que se transforma em arma e defesa,
esse sentimento impetuoso que invade sem pedir licença.

Ah os sonhos,

Que iludem os apaixonados, levando-os a um mundo de poesia
que os fazem desejar a todo custo alguém para lhes dar companhia.

Ah o luar,

Esse bandido que domina os amantes deixando-os paralisados
fazendo-os sonhar mais alto e deixando-os mais apaixonados.

Ah  a vida,

Que é tão sem graça quando se é ímpar e sem par,
que é tão infeliz sem se ter alguém para amar...



By: JRC

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Sabe... ?

Sabe aqueles momentos em que você se perde dentro de seus próprios pensamentos? Rosa não é mais rosa, azul nunca foi azul... ?
Você se pega refletindo sobre coisas, assuntos, ações, pessoas, momentos, lembranças... Coisas que já foram importantes...Coisas que nunca serão... Coisas... Coisas que agora fazem sentido, frases que agora sim são compreendidas... 
Você se senta no canto do quarto e pensa em tudo de certo e errado que você já fez. Aqueles malditos momentos em que passa um flash back na sua cabeça. Você percebe o quanto já viveu até o presente momento, e quanto você apenas existiu. Você separa as coisas boas e as ruins.
Sabe quando você entende que você já não entende nada, quando você sabe que nada sabe. Quando você já não combina consigo mesmo... Seus olhos querem uma coisa, seus lábios outra, sua cabeça discorda das duas alternativas e te coloca uma terceira, mas o seu corpo ainda prefere uma quarta e seu coração não sabe se quer todas, nenhuma ou outras mais... ?
Sabe aqueles momentos em que você sabe e não sabe quem você é? 
Sabe aqueles momentos em que tudo significa muito e nada ao mesmo tempo?
Sabe quando a confusão reina na sua cabeça e mesmo você se persuadindo para a tomada de uma decisão concreta mesmo que simples ou complexa, mas o seu eu te faz desistir de tomar uma decisão, pura e simplesmente porque o seu eu não tem a certeza de ser o momento correto? 
Sabe quando você não entende o que você lê e então você percebe que tudo o que te decifra se encontra nas entrelinhas deste texto maldito e de difícil compreensão? 
Sabe quando você ri de si e percebe que nem sentido há para tanto?
Sabe quando você só quer desabafar sem nada dizer?
Sabe quando você lança em um olhar todo o seu mundo, e ao mesmo tempo se lança para os olhos da pessoa que te mira?
Sabe quando você apenas precisa de um abraço sem compromisso, não que te conforte, mas que te proteja, não do mundo, mas de você mesmo?
Sabe quando você necessita de um carinho, um aconchego, um suspiro, sem pretensões, só e puramente por um momento bem sentido, bem vivido, excelentemente aproveitado?
Por fim, sabe quando você nem sabe o que se passa dentro do seu próprio coração? Quando você procura a resposta para a pergunta que você desconhece? Quando sua mente e coração discordam de tudo sem saber que esse tudo às vezes é exatamente o nada... ? Quando a canção faz sentido, mas você nem sabe dizer sentido do que? Quando suas mãos esfriam e você nem tem um motivo pra tal coisa acontecer? Quando você apenas gostaria de sumir, fugir de tudo, de todos e de si mesmo pra tentar, mesmo que por um breve instante, se compreender... Se encontrar dentro do labirinto das suas emoções conturbadas... Mas quanto mais você se procura, mais distante de si você fica...? Quando você quer sentir algo e sente o oposto... Ou simplesmente nada sente? Quando você simplesmente não se entende? E quem dera se conseguisse compreender-se por míseros milésimos de segundos que valeriam pela paz interior de uma eternidade...
Sabe quando você não sabe?
Pois é, eu também não sei...     


by: rU!v@
JRC